#Repost @fiamaviola
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Cinco meses depois, sinto o meu corpo reagir e se desintoxicar, a energia voltou e as dores sumiram. Do corpo veio a cura com perdão, amor e poder.
Uma versão que não se agride para agradar porque sente que estar em paz com o próprio corpo é uma vitória, é revolucionário, é sexy.
Resignificar a dor da passagem, voltar a me sentir sexy e ocupar meu corpo com amor...Trocar de pele, esse foi o grande desafio de 2019.
O cabelo foi pra fechar com chave de ouro.

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O Brasil é o segundo país em número de cirurgias de implantes de silicone, atrás somente dos Estados Unidos: grandes mercados enriquecendo a indústria da beleza e cirurgiões plásticos.
O implante de silicone é um processo que se resume a forçar o organismo a adaptar-se à um corpo estranho composto de substancias derivadas do petróleo com inúmeras toxinas que produzirão um lento e silencioso processo de intoxicação generalizada ao longo de décadas.
Estudos que comprovam as inúmeras complicações geradas pela toxidade do silicone ao longo dos anos são pouco divulgados, fazendo surgir a crença de que a “doença do silicone” é uma bobagem sem fundamentos médico-científicos, difundida por um grupo de mulheres histéricas.
Os sintomas variam de acordo com as particularidades de cada organismo, tempo de uso, estilo de vida e doenças preexistentes, portanto é dificil associar diretamente ao silicone, o que é muito conveniente para a indústria que segue lucrando como nunca, escondendo-se atrás de um exército de advogados e da própria classe médica que tem um importante papel na expansão do mercado e na desinformação de pacientes.
Quando a saúde de mulheres está em jogo, tudo se torna relativo, questionável ou sem importância, alvo fácil de estratégias e manipulações comerciais. Por outro lado, cada mulher que se afasta desse sistema é um corpo a menos a ser controlado, manipulado e mutilado. Quando muitas mulheres se afastarem, o sistema começará a se dissolver.
Realizei a cirurgia de retirada dos implantes no último dia 23/07/19 e estou sentindo tudo isso na carne, me reapropriando do meu corpo, ressignificando dores e me fortalecendo.
Nossos corpos nos pertencem