Segurança da "Nova" geração de implantes de silicone.

Por meio da promoção midiática repetitiva, espalhou-se a crença de que a “nova” geração de implantes mamários de gel coeso são mais seguros e aprimorados que as versões anteriores, mas essa crença é totalmente equivocada, uma vez que os implantes atualmente vendidos contém basicamente os mesmos produtos tóxicos e os riscos dos implantes vendidos no início dos anos setenta.

Para comprovar tais afirmações, um estudo científico conduzido pelo reumatologista e especialista em toxidade por silicone Dr Arthur Brawer entitulado “Destiny rides again: the reappearance of silicone gel-filled breast implant toxicity” acompanhou seis mulheres, anteriormente saudáveis, com idades entre 27 e 53 anos (média 42), que foram receptoras das novas gerações de implantes mamários de gel coesivos aprovados para uso geral pela Food and Drug Administration (FDA) desde dezembro de 2006. Elas tiveram uma média de sete anos de tempo total de implantação e nenhuma delas sofreu ruptura do implante.
Durante o estudo verificou-se que TODAS AS PACIENTES FICARAM DOENTES em média 3,5 anos a partir do momento da cirurgia de implante. Aos sete anos, todas as mulheres manifestaram sintomas semelhantes ao Lúpus, com múltiplos tipos de erupções cutâneas, poliartrite, fadiga, rigidez AM prolongada, mialgias, dores de cabeça, fotossensibilidade, perda de cabelo, parestesias, zumbido, linfadenopatia, dor torácica, disfunção cognitiva, olhos secos, alterações de pigmentação da pele, prurido, espasmos musculares, tontura, náusea, hematomas fáceis e sensibilidade a odores e odores. Três das quatro que foram explantadas notaram melhora e / ou resolução de pelo menos 50% de suas manifestações totais da doença.

A conclusão do estudo foi de que as referidas pacientes são representativas de mais de 70.000 outras receptoras de implantes de mama que, nos últimos três anos, tiveram seus novos dispositivos de silicone permanentemente removidos devido à suposta toxicidade induzida por gel.

Segundo o Dr Brawer, a recorrência desta crise de saúde pública tem sido alimentada por fraudes em pesquisas, ineficiência do FDA, consentimento informado falho, publicidade enganosa e falta de supervisão do Congresso.